Brasil só deve terminar vacinação de prioritários no segundo semestre
Com o número baixo de doses e a lenta vacinação contra a Covid-19 no Brasil, os grupos prioritários (77,2 milhões de pessoas) só devem terminar de ser imunizados em setembro, segundo projeções. Qualquer previsão mais otimista, explicam os cientistas, depende que sejam vacinados pelo menos um milhão de indivíduos por dia de forma contínua.
Na última quinta-feira, dia 1º, pela primeira vez desde o início da campanha, o País conseguiu imunizar pouco mais de um milhão de pessoas. Na sexta, 2, no entanto, o número voltara ao patamar de 300 mil. A projeção foi feita po especialistas ouvidos pelo jornal Estadão.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem capacidade para vacinar pelo menos dois milhões de pessoas por dia, mas, para isso, precisa ter doses disponíveis dos imunizantes.
Como o governo federal não garantiu a compra em 2020 – diferentemente do que fizeram Estados Unidos e Europa -, o Brasil agora enfrenta problemas. Tem dificuldades para a aquisição de imunizantes prontos e também de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) – matéria-prima necessária à produção nacional de vacinas no Instituto Butantan, em São Paulo, e em Biomanguinhos/Fiocruz, no Rio.
Atualmente, 19.474.826 pessoas já receberam pelo menos a primeira aplicação do imunizante no Brasil, segundo dados do último domingo, 4. Isso equivale a 9,20% da população. Entre os 19,4 milhões de imunizados, 5.389.211 pessoas já receberam a segunda dose, o que representa 2,55% da população com a imunização completa.

