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Presidente do Consórcio Nordeste cobra maior empenho de Bolsonaro no enfrentamento à pandemia

Após criticar a demora na aprovação do novo auxílio emergencial, o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT), foi chamado de demagogo pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que voltou a se posicionar contra as medidas restritivas decretadas em diversos estados da federação.

Em entrevista para o programa Isso é Bahia, da rádio A Tarde FM (103.9), o petista lamentou o embate com a esfera federal, de quem cobra uma maior coordenação geral no enfrentamento da pandemia do Covid-19, e voltou a ressaltar a importância do auxílio emergencial, e de um pagamento maior, para a subsistência da população brasileira.

“É uma situação que não se trata de disputa política. O povo brasileiro compreende cada vez mais que precisa de duas vacinas: Uma contra o Coronavírus, que precisa ser mais célere e que imunize mais pessoas, e a outra vacina é contra a fome através do auxílio emergencial. As duas salvam vidas. No ano passado o Governo Federal encaminhou um projeto que queria pagar R$200 de auxílio e através do debate promovido pela oposição elevaram o valor para R$600. Isso foi fundamental. Por isso que não compreendo as baixas dos valores com uma situação grave que foi o intervalo entre os pagamentos. Tivemos o benefício até dezembro, com o país em um estado de calamidade, e depois não há mais pagamentos sendo que a fome não tira férias”, afirmou.

Wellington criticou ainda o presidente Bolsonaro pelos constantes ataques aos governadores de toda a federação, algo que inclusive culminou em ação no STJ com a intenção de suspender decretos estaduais e medidas restritivas, durante as últimas semanas. De acordo com o petista, os embates dificultam a unificação da população no respeito das medidas estabelecidas e amplifica a difícil situação do país.

“Isso não só atrapalha como ajuda no desastre que temos no Brasil. O presidente da República solta uma informação sobre um valor que teria sido transferido para os estados que não é real. Diz que mandou 19 bilhões para o estado do Piauí quando recebemos algo em torno de R$470 milhões que foram aplicados em remédios e leitos. Esse tensionamento vindo direto do presidente desestimula que muitas pessoas cumpram as medidas de isolamento decretadas pelos estados”, ponderou.

“A única alternativa é a do diálogo e a essência é seguir a ciência. A ciência não tem partido e já tinha colocado a violência desse vírus desde o início da pandemia. Foi-se em busca de desenvolver a vacina, que foi feita até muito rápido, e enquanto isso havia a necessidade da prevenção. Nos Estados Unidos, à epóca do mandato do presidente Trump, havia uma mortalidade muito alta e um desencorajamento das medidas preventivas. Quando entra o presidente Biden, ele faz o que outros países do mundo já haviam feito e a curva do vírus decresce. E é isso que esperamos para o Brasil. Que o presidente deixe a disputa eleitoral para 2022 e assuma uma coordenação central da pandemia”.

Sputnik

Uma das alternativas no mercado de imunizantes, a vacina russa Sputnik teve 37 milhões de doses compradas pelo Consórcio Nordeste no início do mês de março e depende apenas de aprovação do pedido de importação feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a distribuição aos estados. De acordo com a agência, o pedido será analisado conforme a resolução que estabelece os requisitos que devem ser cumpridos para autorização excepcional e temporária de importação de medicamentos e vacinas contra a covid-19.

Para Wellington Dias, que revelou ter uma reunião com diretores da Anvisa ainda na tarde desta segunda, 5, a expectativa é de que a aprovação saia ainda nesta semana e que as doses cheguem ao Brasil na segunda quinzena do mês.

“O ministro Marcelo Queiroga é um médico e já abraçou ao menos as medidas de uso de máscara e a importância da vacina e isso é um passo. No caso da Sputnik, liderado pelo governador Rui Costa, firmamos a intenção de compra no ano passado já que a lei brasileira não permitia que os estados comprassem vacina. Foi preciso uma nova lei perante o Congresso Nacional, com uma ação junto ao Supremo, e podemos enfim ter iniciativa de compra das vacinas. Ainda hoje temos uma agenda com a Anvisa, essas vacinas podem chegar na segunda quinzena de abril, mas ainda precisam da autorização. Esperamos que até a sexta-feira isso seja resolvido”. As informações do A Tarde

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