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PEC 6×1: Boulos vê ‘catimba’ de Alcolumbre e manda recado ao Senado

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da RepúblicaGuilherme Boulos (Psol), fez nesta terça-feira, 30, um paralelo com a Copa do Mundo ao criticar o andamento, no Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a Escala 6×1 — o texto foi aprovado na Câmara no final de maio.

O titular da pasta, em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do canal gov.br, mandou um recado ao presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmando que o parlamentar estaria fazendo “catimba”—termo do futebol para designar o antijogo clássico, retardando a partida—evitando que o texto tenha uma tramitação mais rápida.Tudo sobre Política em primeira mão!

De acordo com Boulos, no entanto, há uma perspectiva de uma reunião com o próprio Alcolumbre, ainda nesta semana, para tratar do assunto. “Está tendo muita catimba, né? Agora, o presidente do Senado precisa lembrar que existe o contra-ataque, né? No futebol, quando você fica muito ali na defesa, na catimba, pode perder a bola no meio-campo e ter contra-ataque”, disparou.

“Não tem justificativa para um mês […] uma pauta que interessa ao povo brasileiro, uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira, ela estar parada numa gaveta, ao que parece por motivos menores por interesses menores”, comentou.

“Errando feio”

Boulos ainda criticou o comportamento de Alcolumbre de estar dificultando o andamento da pauta. “Eu acho que o presidente do Senado está errando e está errando feio. Mais que isso, ele está brincando com fogo. Porque, quando ele deixa uma pauta como essa parada na gaveta, sem nenhuma justificativa”, disse.

“Não tem uma justificativa de mérito, política, de qualquer ordem. Parece que isso é do jogo do Executivo com o Legislativo. É do jogo da disputa partidária. E o trabalhador brasileiro não pode ficar refém de interesses menores, nesse caso. Então, me preocupa muito. E, ao mesmo tempo, você vê que tem uma atuação dos setores empresariais, das grandes associações empresariais, de uma maneira descarada para atacar o fim da escala 6×1”, completou Guilherme Boulos.

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