Homem que teve caso com babá brasileira pega prisão perpétua
Um ex-agente da Receita Federal dos Estados Unidos foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira, 5, pelo assassinato da esposa e de um homem atraído para a residência da família como parte de um plano para encobrir o crime. O caso ocorreu no estado da Virgínia e envolveu a participação da babá brasileira Juliana Peres Magalhães, que mantinha um relacionamento extraconjugal com o réu.
De acordo com os promotores, Brendan Banfield e Juliana planejaram a morte de Christine Banfield, esposa do ex-agente. A investigação apontou que o casal também atraiu Joseph Ryan para a residência utilizando um site voltado a fetiches sexuais. Eles teriam se passado por Christine para marcar um suposto encontro sexual com a vítima.Tudo sobre Polícia em primeira mão!
Durante o julgamento, Brendan sustentou a versão de que atirou em Ryan após flagrá-lo agredindo sua esposa. A acusação, no entanto, classificou a narrativa como uma tentativa de encobrir um plano criminoso previamente elaborado.
Sentença
Ao anunciar a sentença, a juíza responsável pelo caso afirmou que as ações do réu foram “malignas e premeditadas”. Ela também destacou a presença da filha do casal, de apenas 4 anos, na residência durante os assassinatos e criticou a falta de preocupação demonstrada por Banfield com a criança.
Além da prisão perpétua pelo homicídio qualificado, o ex-agente recebeu mais cinco anos de pena por colocar a filha em situação de risco e outros três anos por crimes relacionados ao porte ilegal de arma de fogo.
Durante a audiência, Banfield voltou a negar participação nos assassinatos. Segundo a agência AFP, ele admitiu ter mantido relacionamentos extraconjugais, mas afirmou que amava a esposa e não tinha intenção de abandoná-la.
Em depoimento, Juliana Peres Magalhães relatou que Banfield demonstrava interesse em se casar e formar uma família com ela, mas dizia precisar “se livrar” da esposa antes disso. Segundo a brasileira, ele evitava o divórcio por receio de perder patrimônio e a guarda da filha.
A investigação apontou ainda que Juliana aguardou do lado de fora da residência com as crianças da família até a chegada de Joseph Ryan. Após a entrada do homem na casa, ela teria avisado Banfield, que estava nas proximidades.

